quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Orange Poem lança o álbum duplo virtual Hybrid na quinta 02/10



Pense que num mesmo disco você pode encontrar as vozes de Glauber Guimarães (ex-Dead Billies), Teago Oliveira (Maglore), Nancy Viégas (Radiola) e Mauro Pithon (ex-Úteros em Fúria), e que apresenta a sensível voz folk de Rodrigo Pinheiro. E que, por mais inacreditável que pareça, tem a ilustre presença da voz de floresta, ancestral, do mestre septuagenário Mateus Aleluia (ex-Os Tincoãs), um dos mais importantes e referenciais artistas da música afro-baiana. Que disco é esse?

Trata-se de Hybrid, álbum duplo da banda de blues psicodélico & rock progressivo Orange Poem, de Salvador, Bahia, que será lançado na internet na próxima quinta, 02 de outubro. Produzido pelo multifuncional Emmanuel Mirdad, curador e coordenador da festa literária Flica, o álbum foi gravado pelo experiente e talentoso Tadeu Mascarenhas, do estúdio Casa das Máquinas, responsável pela gravação de vários discos da nova música baiana, como “Vamos Pra Rua”, da Maglore, e “Chega de chorar de amor!”, de Marcela Bellas.

As dezoito canções foram lançadas digitalmente no Soundcloud da banda durante o ano, divididas em seis EPs, com uma bela arte gráfica assinada pelo também designer Glauber Guimarães, responsável pelo visual do poema laranja. As músicas são quase todas de Emmanuel Mirdad, exceto por três parcerias com a banda, seu pai e o guitarrista laranja Saint. Como o próprio nome sugere, as letras são poemas em inglês, que tratam da condição humana, indagações, conflitos do íntimo, transcendências, angústias, revelações e relações espirituais, com algumas homenagens a ícones como Raul Seixas, Pink Floyd, Clarice Lispector e Salvador Dalí.


Nancy Viégas, Glauber Guimarães e Maurão Pithon gravam no Orange Poem


VOCALISTAS

O cantor e compositor Glauber Guimarães (ex-Dead Billies e atual Teclas Pretas e Glauberovsky Orchestra), com sua voz de facão e timbre peculiar, gravou o blues “Rain”, a estradeira “Farewell Song” e a mãe da Orange Poem, a psicodélica “Last Fly”. A cantora, compositora, produtora e múltipla artista Nancy Viégas (atual Radiola e ex-Crac! e Nancyta e os Grazzers), considerada uma das divas do rock baiano (ao lado de Pitty e Rebeca Matta), topou o desafio de gravar num tom bem mais grave que o seu e mandou ver na interpretação do blues “Wideness” e da psicodélica “Lost Mails”, e da única música composta até então pela Orange Poem, o groove rock progressivo “Shining”. Completando a tríade sagrada do rock baiano, o cantor Mauro Pithon (Úteros em Fúria e Bestiário), dono de uma voz furiosa, potente e rasgada, gravou as músicas da face pesada do poema laranja: o hino de taverna alemã “Child’s Knife”, a metaleira “The Green Bee” e a parceria entre Mirdad e Saint, o hard rock estradeiro “One and Three”.


Teago Oliveira e Rodrigo Pinheiro gravam no Orange Poem


Da nova geração do rock e música alternativa da Bahia, o cantor e compositor Teago Oliveira, da banda Maglore, atualmente radicada em São Paulo e um dos principais nomes em atividade no país, gravou de maneira totalmente inusitada a piano progressiva “8/8/88”, a psicodélica épica “Melissa” e a experimental progressiva-psicodélica nervosa “Dubious Question”, uma homenagem a músicas do Pink Floyd com vocal de motosserra. Além de Teago, também gravou na Orange Poem o cantor Rodrigo Pinheiro (ex-Besouros do Sertão), que interpretou com sua voz folk a bela canção psicodélica “The Unquietness”, a estradeira progressiva “Neither Gods, Nor Devils” e “Homage”, que traz uma homenagem ao grande Raul Seixas.


Mateus Aleluia grava no Orange Poem


Completando os convidados especiais do álbum Hybrid, a honra da presença da voz aveludada, forte, de floresta e ancestral do cantor e compositor baiano Mateus Aleluia (ex-Os Tincoãs), 70 anos, um dos mais importantes e referenciais artistas da música afro-baiana, que encontrou o som progressivo e psicodélico do Orange Poem e inaugurou, de primeira mão, o som “ancestrodélico”.

"Encontrei Seu Mateus gravando umas músicas no estúdio de Tadeu e depois de uma boa conversa, sugeri que gravasse umas canções laranjas, pois a psicodelia é transcendental, assim como a voz do mestre cachoeirano. Para minha surpresa, ele topou, depois de ouvir o som e achar interessante, gostar das letras. Foi inacreditável ele aceitar assim tão de boa, na maior humildade. Fiquei impressionado, é uma honra imensa pra mim e para o poema laranja", ressalta Emmanuel Mirdad, produtor.


The Orange Poem
Em cima: Marcus Zanom, Emmanuel Mirdad e Hosano Lima Jr.
Embaixo: Saint, Artur Paranhos e Tadeu Mascarenhas


A BANDA

De 2001 a 2007, a Orange Poem apresentou sua singular sonoridade baseada no psicodélico rock progressivo em inglês, com pitadas de blues, folk, groove e hard rock setentista. Formada por desconhecidos do cenário do rock baiano (e até entre si mesmos), conduzida pelo multifacetado Emmanuel Mirdad (escritor, compositor e produtor da Flica), foi uma banda guitarreira de canções autorais do seu produtor e então cantor. Marcus Zanom e Saint, guitarristas tão antagônicos de estilo, combinaram como yin-yang seus timbres em solos de puro feeling ou velocidade intensa. Na gruvada cozinha laranja, a segurança e técnica dos músicos Hosano Lima Jr. (baterista) e Artur Paranhos (baixista).

Pertencente à geração 00 do rock baiano, de bandas cantando em inglês como The Honkers e Plane of Mine, a Orange Poem gravou dois discos no estúdio Casa das Máquinas, de Tadeu Mascarenhas. “Shining Life, Confuse World”, o primeiro, chegou a ser prensado e lançado no extinto World Bar em 2005, de forma totalmente independente, sem gravadora nem selo. A banda optou por não trabalhar a divulgação dele e partiram pra gravar o seguinte, “Sleep in Snow Shape”, que foi concluído no final de 2006, poucos meses antes da banda acabar em março de 2007. Não chegou a ser lançado, e os membros se mudaram pra estados distintos.


Orange Poem por Glauber Guimarães


A NOVA FASE

Depois de sete anos cabalísticos, Mirdad retomou o som laranja com a inusitada proposta de várias vozes distintas. “Pra que ter um vocalista fixo? O original, por exemplo, comprometeu as músicas e merecia ter sido demitido”, comenta ironicamente, pois era ele mesmo o tal vocalista ruim. Devido à velocidade da contemplação moderna, que não tem mais o tempo para apreciar os álbuns com dez, doze músicas, o produtor decidiu investir no lançamento de EPs com três músicas cada, com a novidade de uma nova voz a cada lançamento.

As músicas foram gravadas entre 2005 e 2006 e estavam engavetadas desde o fim da banda. Com a volta da Orange Poem, as músicas ganharam uma nova mixagem e a presença do novo membro da banda: o tecladista Tadeu Mascarenhas, responsável pelos sintetizadores, piano e outros instrumentos que temperaram mais ainda a psicodelia do som laranja. Engenheiro de som das gravações e co-produtor das músicas, Tadeu sempre orbitou pela banda e topou fazer parte do grupo. “Somos amigos há 10 anos, curtimos as sequelas criativas proporcionadas pelo poema, e como a Orange é uma banda de estúdio, não interfere em sua agenda concorrida”, informa Mirdad.

Foram seis EPs lançados em 2014, com as vozes de três cânones do rock baiano (Glauber Guimarães, Nancy Viégas e Mauro Pithon), dois cantores da nova geração (Teago Oliveira e Rodrigo Pinheiro) e do septuagenário mestre afro Mateus Aleluia, dos Tincoãs. “Como produtor, estou realizado!”, celebra Mirdad, que antecipa os próximos passos: “Tínhamos projetado compilar os EPs num CD duplo físico e fazer um show de lançamento no final do ano, mas analisei melhor a proposta e decidi que, ao invés de ter uma carreira normal de banda com uma banda que não é normal seria desperdiçar dinheiro. Melhor é transformar os EPs em um filme musical, muito mais a ver com o som laranja, que é totalmente cinematográfico”. Ou seja, para ver ao vivo o Orange Poem só na telona. Mas quando será isso? “Mais à frente, pois todos nós sabemos que fazer cinema de arte no Brasil é trabalhar com o prazo bem longo”.

O álbum duplo Hybrid, que reúne os seis EPs da Orange Poem, estará disponível para audição e download a partir da quinta 02/10 no Soundcloud da banda: www.soundcloud.com/theorangepoem

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AS CANÇÕES

CD 01

Cuts
(Emmanuel Mirdad)

Blues épico de mais de 10 minutos que traz no poema a constatação dos cortes que a humanidade faz em sua própria carne frágil. O nobre Mateus Aleluia interpreta a canção com o pesar grave do blues, filho do banzo e da diáspora forçada dos africanos durante a abominável escravidão. Na maior parte da canção, os ricos arranjos do baixista Artur Paranhos, a segurança do baterista Hosano Lima Jr. e a linda performance sentimental dos solos do guitarrista Zanom (acrescidos da cama harmônica do piano de Tadeu Mascarenhas na 2ª parte). No refrão psicodélico e mântrico, o clímax do coro de sete vozes e o slide etéreo do guitarrista Saint.

Last Fly 
(Emmanuel Mirdad)

Feita em agosto do ano 2000, é a mãe do poema laranja, a composição que originou a proposta de montar uma banda psicodélica progressiva em inglês. Traz uma jornada introspectiva de um ser angustiado, que se depara com a infância problemática. Tem a participação psicodélica em risadas do primeiro baixista da banda, Rajasí Vasconcelos, irmão de Larriri Vasconcelos, baixista da Radiola.

Wideness
(Emmanuel Mirdad)

Blues progressivo, com tempero psicodélico, espaço democrático de improvisação dos músicos laranjas e uma diva bluesy na voz. Foi a primeira composição de Mirdad, iniciada em julho de 1997, e só concluída agora, após diversas versões e mudanças de melodia (a 1ª estrofe é a única que se mantém idêntica à versão original). O poema fantasia um diálogo entre um psicólogo e seu paciente, que introspectivamente é ele mesmo, o reflexo de um espelho quebrado e agonizante.

Melissa
(Emmanuel Mirdad)

Representante fiel da psicodelia progressiva laranja, é minimalista nos detalhes e efeitos de guitarra de Zanom e Saint e nas interpretações vocais a la Seattle de Teago Oliveira. É um blues avançado, com refrão clássico e posfácio pesado, considerada uma das cinco melhores músicas da Orange Poem. O poema é uma homenagem à Clarice Lispector; Melissa é uma Macabéa alaranjada.

The Unquietness
(Emmanuel Mirdad)

Uma das mais belas do repertório, com destaque para os belos arranjos dos guitarristas Zanom e Saint, essa progressiva balada é o pilar mais forte da face “Floyd” da banda - nos ensaios, a Orange Poem desligava todas as luzes do estúdio e decolava para uma outra galáxia. Inquieto ser que abre a janela e se questiona: devo atirar-me à busca no mundo ou aprofundar-me no casulo de minhas dúvidas surdas?

Rain
(Emmanuel Mirdad)

Blues depressivo, de cadência progressiva e angustiante. O poema é um retrato da solidão de um ser por escolha, por exclusão, que não significa sofrimento, e sim a sobrevivência de sua integridade e caráter. O destaque fica para os excelentes solos bluesy de Zanom. Tem a participação de Tadeu Mascarenhas no sintetizador e no piano, e do músico Gabriel Franco nos berros finais da canção.

8/8/88
(Emmanuel Mirdad)

Primeira faixa que destaca o piano na Orange Poem, representa bem sua face progressiva, em três atos: revelação (psicodelia com piano, guitarras e baixo), introspecção (piano e voz em tom menor) e elevação (piano, voz, sanfona e guitarra portuguesa em tom maior, alegre). Destaque para o sentimento do piano de Tadeu Mascarenhas e a bela interpretação do cantor Teago Oliveira. Os versos trazem a urgência da juventude em viver o máximo que puder, enquanto o tempo não traz o envelhecimento inevitável.

Lost Mails
(Emmanuel Mirdad)

Psicodelia progressiva, bem ambientada por belos efeitos de guitarra (lembram desde arranjo oriental a um cello suave e harmônico) e uma interpretação fluida nos momentos suaves e forte/rasgada nos momentos altos. Os versos tratam de algumas automações de uma vida moderna, de correspondências perdidas, poesias ao redor e referências artísticas como Salvador Dalí e Clarice Lispector.

Clouds, Dreams
(Emmanuel Mirdad)

Etérea progressão de tom menor para maior construída pela combinação de vários vocais entoados como um cântico espiritualista, violão 12 cordas, riffs e slides psicodélicos e a potente voz de floresta de Mateus Aleluia, com o seu grave de chão, terra, e o seu agudo de folhas e vento. O poema é de devoção, um ser que ajoelha o ego e confunde-se entre o bem e o mal, guiado por uma fé enigmática.

Homage
(Emmanuel Mirdad)

O poema traz uma homenagem a uma foto de Raul Seixas, que profetizava o que iria cair e o que iria subir; Mirdad pegou as palavras e desenvolveu as relações e causas das quedas/subidas. Nos arranjos, destaque para o sintetizador de Tadeu Mascarenhas e um jeito peculiar de tocar guitarra, com a ‘marimba’ de Zanom e os ‘teclados’ de Saint.

Illusion's Wanderer
(Ildegardo Rosa / Emmanuel Mirdad)

Uma ode ao despertar do homem, com a voz do poeta e filósofo Ildegardo Rosa (1931-2011), o Mestre Dedé, recitando em português uma compilação de catorze poemas seus elaborada pelo filho Emmanuel Mirdad, compositor da harmonia. Pela primeira vez na Orange Poem, além da língua pátria ao invés do inglês, a faixa apresenta Zanom na sanfona psicodélica ao invés da guitarra. O cantor e compositor Mateus Aleluia apresenta o poeta Mestre Dedé e faz vários vocalizes na parte épica-progressiva da música.

CD 02

Child’s Knife
(Emmanuel Mirdad)

Batizado de “hino de taverna alemã”, traz uma sonoridade festiva com nuances harmônicos, marcada pelo riff adesivo criado por Zanom. Em contrapartida à celebração da melodia e do ritmo, o poema traz a profundidade de um duelo espiritual: a criança, armada com uma faca, está dividida entre a sedução de continuar viva (cortar o elo) e o desejo do reencontro pós-morte (cortar sua garganta). No final experimental, a música traz o poema “Les Autres”, do santamarense Herculano Neto, recitada na fusão de vozes humana e robótica (o vocalista Mauro Pithon e a voz do Google Translate).

Neither Gods, Nor Devils
(Emmanuel Mirdad)

Flertando com os anos 80, traz uma sonoridade diferente da obra laranja: um progressivo que mistura U2 com The Cure, além de uma homenagem à surf music de Dick Dale. O poema é um relato de um inconformado, disparando contra a reprodução a esmo ao invés da própria criação, que pede canções ao invés de discursos, propõe matar todos os ícones e soterrar seu legado, e sentencia: não há evolução.

Farewell Song 
(Emmanuel Mirdad)

Blues estradeiro, com passagens psicodélicas e teatrais. Os versos são locados em um funeral, e o personagem da canção ouve a voz que guia a narrativa, passando por três momentos: morte, purgatório e redenção. Mais uma participação de Tadeu Mascarenhas no sintetizador.

One and Three
(Emmanuel Mirdad / Saint)

Hard rock estradeiro, é construída em cima de um riff setentista, com o peso firme de uma cadência excitante. É a única parceria musical entre Mirdad (poema e melodia) e o guitarrista laranja Saint (riff e harmonia). Destaque para os seus solos velozes e flutuantes e a voz de motosserra de motor cabra macho de Mauro Pithon. O poema é uma desvairada retratação de um pôr-do-sol, o indivíduo e a tríade divina.

Shining
(The Orange Poem)

Primeira composição em conjunto do poema laranja, traz uma sonoridade diferente, um groove rock com solos diversos, do nervoso ao suingue, do blues-rock ao sintetizador psicodélico, intercalando com o groove pesado do baixo e muita plasticidade e rítmica nas interpretações vocais.. O poema traz aquele ocasional “às vezes eu me sinto” que sempre nos interfere e provoca sérias reflexões internas.

The Green Bee
(Emmanuel Mirdad)

A marca desta composição, considerada a mais elaborada de Emmanuel Mirdad no repertório laranja, é a sua harmonia baseada em riffs, com pegada de heavy metal, que traz o primeiro contato do Orange Poem com o jazz, de forma breve e experimental. Destaque para a velocidade e força dos solos de Saint e a voz brutal e furiosa de Mauro Pithon. O poema fala de um ser que ousa encontrar o sentido da vida e simplesmente não dá a mínima às ameaças do mundo que insiste em aprisioná-lo. Na parte jazz, a música traz a voz do filósofo e poeta Ildegardo Rosa, gravada em 2009, recitando o melhor pedaço do seu poema “A Tirania das Formas” (pai de Mirdad, faleceu no final de 2011).

Dubious Question
(Emmanuel Mirdad)

A função da canção era permitir que a improvisação e a experimentação da Orange Poem corressem soltas; a banda nunca a tocou de uma mesma forma. Destaque para o solo de bateria de Hosano Lima Jr., a cama múltipla de efeitos dos guitarristas Saint e Zanom, o solo de violão reverso do convidado Rajasí Vasconcelos, primeiro baixista laranja, e a interpretação nervosa a la Motörhead de Teago Oliveira. O poema é uma homenagem a dezessete músicas do Pink Floyd; a cada verso, uma lembrança de canções como "Dogs" e "Brain Damage", "Grantchester Meadows" e "Cymbaline", entre outras.

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HYBRID (2014)

Produzido por Emmanuel Mirdad

CD 01
Psychedelic

01. Cuts (BR-N1I-14-00014)
02. Last Fly (BR-N1I-14-00002)
03. Wideness (BR-N1I-14-00008)
04. Melissa (BR-N1I-14-00018)
05. The Unquietness (BR-N1I-14-00005)
06. Rain (BR-N1I-14-00003)
07. 8/8/88 (BR-N1I-14-00017)
08. Lost Mails (BR-N1I-14-00009)
09. Clouds, Dreams (BR-N1I-14-00015)
10. Homage (BR-N1I-14-00007)
11. Illusion's Wanderer (BR-N1I-14-00016)

Todas as composições de Emmanuel Mirdad, exceto "Illusion's Wanderer", de Ildegardo Rosa e Emmanuel Mirdad

CD 02
Rock

01. Child's Knife (BR-N1I-14-00011)
02. Neither Gods, Nor Devils (BR-N1I-14-00006)
03. Farewell Song (BR-N1I-14-00004)
04. One and Three (BR-N1I-14-00013)
05. Shining (BR-N1I-14-00010)
06. The Green Bee (BR-N1I-14-00012)
07. Dubious Question (BR-N1I-14-00019)

Todas as composições de Emmanuel Mirdad, exceto "One and Three", de Emmanuel Mirdad e Saint, e "Shining", de Emmanuel Mirdad, Artur Paranhos, Marcus Zanom, Hosano Lima Jr. e Fábio Vilas-Boas.

The Orange Poem

Mirdad - violão 12 cordas, gritos e backing vocal
Marcus Zanom - guitarra e sanfona
Hosano Lima Jr. - bateria
Saint - guitarra
Artur Paranhos - baixo
Tadeu Mascarenhas - piano, sintetizador, órgão, guitarra portuguesa, sanfona e guitarra

Convidados especiais

Mateus Aleluia - voz em "Cuts" e "Clouds, Dreams", backing vocal em "Illusion's Wanderer"

Glauber Guimarães - voz em "Last Fly", "Rain" e "Farewell Song"

Nancy Viégas - voz em "Wideness", "Lost Mails" e "Shining"

Teago Oliveira - voz em "Melissa", "8/8/88" e "Dubious Question"

Rodrigo Pinheiro - voz em "The Unquietness", "Homage" e "Neither Gods, Nor Devils"

Mauro Pithon - voz em "Child's Knife", "One and Three" e "The Green Bee"

Ildegardo Rosa (in memoriam) - voz em português em "Illusion's Wanderer" e "The Green Bee"

Rajasí Vasconcelos - backing vocal e violão reverse em "Dubious Question", risadas em "Last Fly"

Gabriel Franco - grito em "Rain"

"Illusion's Wanderer" contém fragmentos de 14 poemas de Ildegardo Rosa, montados por Emmanuel Mirdad

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