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Mostrando postagens de Agosto, 2016

Olhos abertos no escuro - Absoluto - A farsa - Sem dó - Leitura de trechos pelo autor

A assessora de imprensa Madá esbagaça a sua vida por conta de uma obsessão tresloucada pelo misterioso mímico de rua Absoluto, sem palavras, só gestos.

Ele é um grande canalha que finge estar só. Ela é uma atriz que pergunta o que nunca poderá compreender. Não existe “nós” no “eu te amo”.

Uma mulher disposta ao matriarcado  que não consegue arrumar um companheiro.


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Vídeo gravado em 23/08/2016, no escritório do autor na Pituba, Salvador, Bahia, Brasil.

Câmera: Sarah Fernandes

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Olhos abertos no escuro - Cinzas - Amante - O Reino - Leitura de trechos pelo autor

Os seis dias de Carnaval de uma mãe solteira, duas filhas pequenas, entre a arrochada de camisola no corredor do hotel para um strip-tease via Skype a uma fossa regrada ao brilhante esmagamento do indivíduo pelo Estado no filme Leviatã

As peripécias de um ser que atende às necessidades sexuais de diversas mulheres, cada uma com um motivo distinto que justifica a traição.

O conquistador confronta um adversário mais viril e poderoso: os falos de pedra maciça da mãe Gaia. As "preda" encantadas do sertão-montanha do Reino!


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Vídeo gravado em 21/08/2016, no escritório do autor na Pituba, Salvador, Bahia, Brasil.

Câmera: Sarah Fernandes

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Olhos abertos no escuro - Sereno aceitar - Alucinação - Ela não quis - Leitura de trechos pelo autor

Um solitário porteiro leva uma vida repetitiva e ordinária, até que um par de sapatos vermelhos importados provoca o fatal alumbramento repentino, forjando o mito do bacana em quem nunca deixou de ser medíocre — embora que ambos sejam ordinários, ao fim.

Mataram a Rita! E uma das peças, apaixonada pela bucha de sena, irrita-se com a jogada tonta que vitimou a sua musa, e escapole do tabuleiro de dominó, iniciando a saga surreal da alucinação.

Manuela, 15 anos, estudante. Davi, médico. Colegas de natação. Da sedução matreira da garota à proposta arriscada e cretina.


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Vídeo gravado em 21/08/2016, no escritório do autor na Pituba, Salvador, Bahia, Brasil.

Câmera: Sarah Fernandes

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O grito do mar na noite - O banquete - Leitura de trechos pelo autor

O opressor criminoso e o oprimido vítima. E o opressor que é oprimido e o oprimido que pratica a opressão. Encadeados, lésbica, negro, machista, velho, racista, pobre, estrangeiro, nordestino, nazista, entre outros tipos urbanos que devoram e são devorados num ritmo cinematográfico de um farto banquete.



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Vídeo gravado em 13/11/2015 na rua Florianópolis, Barra, Salvador, Bahia, Brasil.

Filmagem: Sarah Fernandes

Transposição de MOV pra MP4: Nalini Vasconcelos

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Olhos abertos no escuro - Que seja duro enquanto sempre - Qualquer um - Vingança - Leitura de trechos pelo autor

O amigo sensato se encontra com o amigo de coração partido num bar de ponta de esquina. O acaso faz tocar a canção Por enquanto, na voz de Cássia Eller.
Qualquer um volta pra casa, depois do trabalho, e percebe que é só mais um medíocre solitário na multidão de medíocres, que vai morrer só e o seu legado é tão pífio que rapidamente será esquecido, por qualquer um.
O cadeirante espreita o gigante, munido de pólvora e chumbo, degustando pacientemente o prato cruel da vingança.


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Vídeo gravado em 21/08/2016, no escritório do autor na Pituba, Salvador, Bahia, Brasil.

Câmera: Sarah Fernandes

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Olhos abertos no escuro - Deserto poema - Despedaço - Ingênio - Leitura de trechos pelo autor

As decepções do professor Belizário com a literatura e o encontro de um zumbi telepático, que oferece lições filosóficas a anjos e transeuntes carnais, com a empresária Aisha, cuja especialidade é faturar em cima de mitos burgueses.
Um profissional, por conta do acaso, se fascina pelo pôr do sol. Outro, caminha pela areia da praia, de terno, desolado. Encontram-se, desabados. O que há de comum além da dor e da redenção?
Um astro da música brasileira rememora a sua importância para o público e imprensa, remexe as suas lembranças contraditórias e assume o fracasso de ser apenas uma caricatura "genial" que a sua carreira forjou no imaginário popular.


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Vídeo gravado em 21/08/2016, no escritório do autor na Pituba, Salvador, Bahia, Brasil.

Câmera: Sarah Fernandes

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Olhos abertos no escuro - Impermanência - Selvagem - Botox - Leitura de trechos pelo autor

Dois amigos conversam sobre a transitoriedade da vida — todos, sem exceção, passam.
Moreno, armado com uma garrafa de água mineral, enfrenta uma barata cascuda na cozinha. Mas ela insiste em não morrer.
A empresária Marília, influente, estrategista, sagaz e bem-sucedida, dona da grife mais valorizada, enfrenta o inimigo implacável: uma doença terminal, repentina e voraz.


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Vídeo gravado em 21/08/2016, no escritório do autor na Pituba, Salvador, Bahia, Brasil.

Câmera: Sarah Fernandes

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Se os sentimentos falassem sozinhos

Carta que deu origem à música

Começo dos anos 1980. A filha vai morar longe, para estudar, primeira vez fora de casa. A universidade entra em greve, sente saudade da família, escreve uma carta singela, de uma página, para a mãe. Ao lê-la, a mãe chora um balde de lágrimas, senta-se ao piano e compõe uma música com o pedaço mais bonito da carta, que parece, de fato, um poema. Nasce Se os sentimentos falassem sozinhos, canção que eterniza o amor entre mãe e filha, entre Martha Anísia e Regina Rosa.


Das músicas que a mãe musicista compôs, o filho julga ser essa a melhor. O filho sempre a ouviu com muito carinho. E sempre a mãe pontuou: "não morro sem ver antes essa música no mundo!". Pois então, em 22 de julho de 2016, o filho produtor conduz a gravação de Se os sentimentos falassem sozinhos no estúdio Casa das Máquinas, o seu predileto, com a presença luxuosa do violão de Mou Brasil e a sanfona e piano de Tadeu Mascarenhas, dono do estúdio – únicos instrumentos selecionados pel…

Judô dourado dos japoneses na Rio 2016

Fotos: Getty Images / Internet

Vibrei muito com a dobradinha de ouro do Japão hoje no Judô da Rio 2016, com Mashu Baker (segundo acima) e Haruka Tachimoto (primeira abaixo), e também na segunda, com o ouro de Shohei Ono (primeiro acima), que, pra mim, foi o judô mais bonito apresentado até agora, e o bronze de Kaori Matsumoto (segunda abaixo).

O Judô é o esporte que faço questão de acompanhar em toda Olimpíada, e sempre torço pelos japoneses, quem tem a arte mais bela desse esporte - gosto também dos coreanos, dos mongóis e dos brasileiros. Quinta e sexta tem mais!

Oito passagens de Antonio Prata no livro de crônicas Trinta e poucos

Antonio Prata (foto daqui)

"(...) trinta e poucos. Ainda temos o vigor da juventude – o vigor necessário pra solar uma guitarra imaginária, pelo menos –, mas já deixamos pra trás o pudor da adolescência – pudor de contrariar as diretrizes do grupo, de não se encaixar na moldura da época. Até os vinte e nove você ainda tem esperanças de se tornar outra pessoa. Depois dos trinta, você simplesmente aceitar ser quem é, relaxa e goza. (...)"


"Lá por 2184, imagino, haverá entre os olhos e a boca apenas um calombinho, metade de um gogó, sem furos, mas ainda não estaremos satisfeitos. Depois do nariz, serão as orelhas. Depois as unhas. Depois os dedos. Depois as mãos, os braços, as pernas, o tronco. Por algumas décadas, seremos apenas um olho – azul – a planar por um mundo holográfico. Até que os cientistas conseguirão a proeza de prescindirmos mesmo do olho. Iremos nos converter num retângulo de plástico, num iPhone preto, sem fluidos, sem odores, imunes às rugas, ao amor, ao …